Quer entrar em contato com a natureza e praticar esportes radicais, mas não está com tempo de ir muito longe nesse final de semana? Vem conhecer a Pedreira do DIB em Mairiporã, um refúgio de natureza e aventura do ladinho de São Paulo.

Em meio a Serra da Cantareira, próxima a divisa entre São Paulo e Mairiporã se encontra um caldeirão de paredões de rochas com um lago no meio. O visual com certeza é de tirar o folego e apesar de ter sido criado com intervenção humana, hoje a natureza é que impera clamando de volta o que é seu.

Já faz mais de 30 anos que a pedreira foi desativada e hoje funciona como uma excelente alternativa para quem quer praticar esportes radicais próximo a sampa ou mesmo para quem quer somente fugir um pouco da loucura da cidade.

Com paredões de granito que vão de 40 até mais de 100 metros de altura, o cenário é um convite a prática de escalada, rapel, highline, entre outros, saca só:

Escalada: Com enormes paredões é claro que a galera da escalada não perderia um pico desses, né? São mais de 80 vias de diversos níveis de dificuldade, desde graduações iniciantes no esporte até para os mais experientes (do 4°sup ao 9°a grau, de 1 até 3 enfiadas – escaladores entenderão). As vias iniciais foram abertas pelos conquistadores Tadeu Loppara e Rodrigo Roman, que abriram as portas para o esporte no local nos anos 90. Atualmente, o conquistador Alex Viana, que abriu a maioria das vias no local, continua a abrir vias novas e realizar a manutenção nas antigas, sempre prezando pela segurança e crescimento do reduto da escalada esportiva no local. Se estiver se preparando para desbravar essas paredes, faça aqui o download gratuito do croqui atualizado das vias abertas atualmente.

Rapel: É claro que com essa altura de parede o pessoal do rapel também não iria perder. Várias equipes organizam o rapel nas paredes da DIB (algumas são empresas que oferecem a descida por aproximadamente R$50,00 com esquipamentos inclusos e não é necessário ter experiência), dividindo espaço pacificamente com os escaladores de plantão.

Slackline/highline: Quem curte praticar slackline vai ficar impressionado com o highline que a galera monta por ali. Quando estão inspirados tem fita para todos os gostos, desde alguns mais curtos e baixos (de vez em quando montam o slackfriend – com cordas de apoio para quem quer experimentar e ainda não consegue se equilibrar totalmente), até alguns que atravessam de uma parede a outra a mais de 80 metros de altura e desafiam os mais corajosos. O entrosamento entre o pessoal é tão bom que muita gente que ia só praticar o highline acabou partindo para escalada e vice-versa.

Stand Up Paddle: Esse é mais raro de se ver por ali, mas o laguinho central do caldeirão de paredões pode ser um bom lugar pra quem quer praticar um pouco de SUP próximo de SP e em águas tranquilas. Os boatos são de que a água vem de um lençol freático que foi atingido durante as escavações na época em que o local era uma pedreira ativa.  Não há estudos do quão própria para banho a água seja, mas vira e mexe tem uma galera se refrescando por ali, então acredito que seja OK. Caso você não esteja afim de se molhar, pode ser um ótimo incentivo para não cair do SUP. 😊

Cicloturismo: Esse não é exatamente um esporte para praticar na Pedreira do DIB, mas pode ser uma excelente forma de chegar até ela. O primeiro contato do Renan com o local foi assim, pedalando com um grupo de ciclistas desde o metrô Tucuruvi até a Pedreira. O legal é que no caminho fica o Núcleo Engordador do parque estadual da Cantareira, ou seja, dois bons motivos para fazer o trajeto de aproximadamente 18 KM.

Hoje a DIB não possui nenhum auxilio do governo e os próprios frequentadores prezam para que o local continue a receber esportistas e amantes da natureza. Com a crescente de escaladores por ali, surgiu a ideia de realizar um Festival de Escalada para unir as pessoas e desafiar os limites dos competidores.

Nós participamos do 2° Festival de Escalada da DIB que aconteceu em maio de 2018 e foi sensacional. Super bem organizado pelo Alex Viana e Juliana Araújo com o apoio de inúmeros voluntários e patrocinadores que ajudaram a viabilizar diversos sorteios de prêmios e açaí a vontade durante os dois dias de festival, alcançando mais de 100 participantes. Tudo foi muito bem organizado, não houve nenhum incidente e energia foi muito positiva. O festival contou com duas competições:

Foi super divertido, mesmo pra mim que não escalo, foi emocionante ver como esse esporte mexe com a mente, corpo e alma de quem pratica. Vem conferir mais no vídeo exclusivo que fizemos:

 

De tudo que disse aqui acho que uma coisa ficou clara, o que faz o DIB ser um lugar tão legal de frequentar são as pessoas que estão por lá. Não importa qual esporte você vai praticar , ou mesmo se está indo só para curtir o visual, vai perceber que a galera acolhe todo mundo como uma grande família em prol da continuação de um espaço que une esportes radicais e a calmaria da natureza, lapidados em uma conexão perfeita.

Não há espaço para brigas nem intrigas e até mesmo a competição é levada na esportiva. Um lugar assim tem que permanecer dessa forma para que todos possam contar com esse refúgio pertinho da nossa selva de pedra.