Nosso estilo de viagem é e sempre será low-cost, não nos importamos com luxo e sim com a experiência que a viagem nos proporciona. Temos a meta de sempre continuar viajando e para alcançar esse objetivo sem gastar rios de dinheiros nós seguimos algumas dicas que tem funcionado super bem. Então se você quiser saber como viajar gastando pouco ou quase nada, continue lendo.

Nossa dica vai para viagens terrestres, mas não se engane achando que isso significa ir até a cidade vizinha. Diferente de outros países, infelizmente o Brasil não tem a cultura de realizar viagens terrestres para longa distâncias, as famosas Roadtrips. Na nossa opinião, e considerando o preço das passagens aéreas, esse pode ser o modo mais econômico e mais legal já que o trajeto em si pode se tornar uma aventura.

Gastando zero reais

Caronas na estrada: Infelizmente no mundo de hoje essa dica funciona mais para os homens do que para as mulheres (sozinhas), mas ainda é uma opção. Com certeza não é a mais segura, mas fora das grandes cidades isso é mais comum e super possível. Pegar carona, seja com caminhoneiro ou com qualquer outro motorista é bem normal em alguns países da Europa e com nossos hermanos na Argentina. Aqui no Brasil o Renan já pegou carona com caminhoneiro em Tocantins (uma vez na cabine e outra na caçamba mesmo) e a experiência foi espetacular, e nós dois pegamos uma carona curta (não necessariamente uma viagem) em Floripa, e descobrimos que na Ilha da Magia a prática é super comum.

Bicicleta: Se a viagem for curta ou se você tiver bastante tempo pra chegar no destino a bike pode ser uma opção incrível. O Renan já foi de bike de São Paulo até o Rio de Janeiro pela Rio-Santos e pôde conhecer todas as praias pelo caminho.

Bônus – Stand Up Paddle: Um dos meus meios de transporte favorito é o SUP e a gente já economizou muito dinheiro de barco com a nossa prancha. É claro que as travessias mais longas precisam de planejamento, mas às vezes você consegue chegar até aquela ilha ali do lado sem desembolsar o dinheiro do barqueiro só com algumas remadas.

Gastando pouco e economizando muito

Blablacar: Conhece esse aplicativo? Nós utilizamos muito e hoje é o que mais barateia nossas viagens, é uma espécie de Uber de viagens onde você pode tanto oferecer “carona” quanto pegar “carona” com alguém que está indo para o mesmo lugar que você, mas o objetivo não é obter lucro e sim rachar os custos. A viagem tem um valor super em conta para quem é passageiro (aproximadamente metade do preço de uma passagem de ônibus para oomesmo trajeto) e ajuda quem está dirigindo a pagar gasolina e pedágios. Nós geralmente utilizamos como motoristas e além da viagem sair quase de graça nós tivemos a oportunidade de conhecer muita gente legal e diferente, de agente carcerário a estudante de medicina no Paraguai, o Blablacar nos deu muitos amigos.

Antes que você venha dizer “nossa, mas isso de carona é perigoso, já morreu gente e etc.” vamos esclarecer bem as coisas: o perigo nas caronas com desconhecidos geralmente é quando ela ocorre via grupos de Facebook e WhatsApp, onde você não tem nenhuma verificação/referência da pessoa que está compartilhando o carro com você. Para nós o Blablacar não fica muito diferente de um Uber no quesito de segurança, na verdade é até mais seguro já que tanto o motorista quanto o passageiro precisam incluir os dados pessoais para verificação e enviar fotos dos documentos. Se você quiser mais segurança a dica aqui é só viajar com quem já possui avaliação positiva e checar os comentários que os passageiros/motoristas deram para aquela pessoa. Além disso quando a pessoa não tem nenhuma avaliação e quer viajar com a gente, nós pedimos as redes sociais e uma foto do documento para analisarmos mais a fundo e não ter erro. Já fizemos mais de 30 viagens com o Blablacar e até hoje não houve nenhum problema, mas sempre é bom tomar todos os cuidados pois nada, principalmente no Brasil, é 100% seguro.

ID Jovem: Jovens de baixa renda podem solicitar o benefício ID Jovem que disponibiliza descontos e até mesmo passagens gratuitas em viagens interestaduais.  Se você se enquadra nas condições do programa essa opção é excelente. Saiba mais no site oficial: http://identidadejovem.net

 

Hospedagem costuma ser uma fatia grande dos custos de viagem, mas nós sempre damos um jeito. Seja simples, roots ou só baratinho, a hospedagem econômica pode significar mais tempo viajando e é exatamente isso que a gente quer, né?

Gastando zero reais

Camping: Aaah o método queridinho dos mochileiros, acampar tinha que ser a primeira opção nessa lista. Mas se engana quem acha que dormir na barraca é sinônimo de desconforto, investindo um pouquinho mais na barraca, saco de dormir e isolante térmico você consegue uma noite de rei em qualquer lugar. Além disso há varias formas de acampar, algumas mais econômicas que as outras, mas todas valem a pena:

CouchSurfing: O nome é meio esquisito e a tradução, algo como “Surfe no sofá”, faz menos sentido ainda, mas no fundo é bem simples. É praticamente um AirBnB gratuito onde pessoas do mundo todo podem oferecer e buscar acomodação grátis em qualquer parte, e se no AirBnB o anfitrião ganha dinheiro por isso, no CouchSurfing a ideia é trocar experiências e conhecer pessoas novas. Você pode disponibilizar a sua casa aqui para um estranho da Austrália e ficar na casa de outro estranho na França, e vai que esses estranhos se tornam seus amigos?! Assim como no Blablacar, a questão da segurança aqui sempre aflora, e a nossa dica é usar o bom senso: verifique se o perfil tem referências, pegue todos os dados e siga sua intuição. O CouchSurfing é composto de viajantes como você que querem conhecer gente nova e ter uma experiência legal, mas gente mal-intencionada existe em todo lugar então use o bom senso sempre.  Outra coisa importante de ressaltar aqui é que por mais que seja uma opção para economizar na viagem, não imagine o CouchSurfing como um hotel gratuito, o conforto geralmente é mínimo e a interação com quem te recebe é que faz a diferença.

Casa de conhecidos, utilize as redes sociais: além de plataformas como o CouchSurfing, outra opção é avisar os amigos e jogar nas redes sociais que você está viajando e precisa de um lugar para ficar, vai que o primo do amigo do seu amigo tem um sofá pra te oferecer? Na viagem que o Renan fez de São Paulo até o Rio essa foi a forma que ele mais encontrou hospedagem e tudo na faixa.

Transporte noturno: Uma opção é pegar ônibus (ou trem se estiver fora do Brasil) durante a noite. Truque de todo mochileiro que se preze, dessa forma é possível economizar um dia de hospedagem ao mesmo tempo que chega ao seu destino sem precisar dirigir. É uma boa opção principalmente em feriados onde você não quer se preocupar em ficar no trânsito muito tempo. A maior dica aqui é levar uma coberta ou um saco de dormir pois na nossa experiência o ar condicionado judia muito e esse frio pode acabar com sua soneca, rs .😊

Carro: Uma opção válida para pouquíssimas noites é dormir no próprio carro. Nós já fizemos isso em um carro de passeio normal, e utilizando um saco de dormir, não tivemos problema. Mas é claro que isso só funciona bem se forem poucas noites ou pode ser bem desconfortável. Outra opção é ter um carro adaptado para isso, como uma van, o que pensando bem é uma ótima ideia, né?

Gastando pouco e economizando muito

Hostel: Outra opção bem-vinda quando a ideia é gastar pouco é ficar em um hostel. O problema aqui é que no Brasil nem sempre hostel tem preço de hostel, então é importante pesquisar bastante. Sites como booking.com podem ser uma boa ajuda na tarefa. Acho que o que vale ressaltar aqui é que quando você está viajando sozinho o hostel é uma excelente opção para conhecer gente nova, diferente e viajante como você.

AirBnB: Quando está com a galera o AirBnB pode ser mais econômico que um hostel, e mesmo sozinho a opção de alugar somente um quarto na casa de alguém pode ficar mais em conta e te dá a oportunidade de conhecer uma pessoa do local que você está visitando, ou seja, vale a pena considerar.

 

Gastando zero reais

Restaurante no final do expediente: esse truque a gente nunca usou, mas outros viajantes já nos contaram que funciona muito bem. No final do expediente muita comida sobra de restaurantes, você pode pedir para comer de graça aquilo que seria desperdiçado. Aqui no Brasil é mais difícil, mas em outros países da América do Sul e até mesmo Europa é mais comum.

Gastando pouco e economizando muito

Faça você mesmo: Se é a opção mais econômica na sua casa por que não seria na viagem? Fazer as compras no mercado e preparar sua comida pode ser um grande passo para economizar na viagem. O mais importante aqui, para ter uma experiência legal, é fazer comidas gostosas, nada de enlatados ou congelados. Já pensou em um risoto na beira da cachoeira? Ou uma tapioca com queijo e bacon de frente pro mar? Se você for cozinhar sua própria comida, pesquise receitas gostosas e fáceis (risotos pré-prontos, macarronada à bolonhesa e guacamole são algumas receitas que amamos em viagens) e caso esteja na natureza busque por ingredientes que não precisam de refrigeração (defumados como bacon e linguiça calabresa, além de queijo parmesão e tapioca estão na nossa lista). Outra boa opção é buscar os alimentos comuns na região, além de mais em conta eles também vão ajudar a fazer uma conexão com o destino escolhido.

PFzão: Deu preguiça de cozinhar ou você quer comer em um restaurante local? Procure PFs e restaurantes afastados do centro e que não sejam rota de turista, mas sim de quem mora por ali. Além de oferecem comida em boa quantidade e saborosas, comida real do lugar não só preparada para turista.

 

Um dos prazeres de viajar é curtir as atrações do local e se der para economizar mais um pouquinho nessa parte melhor ainda, né? Aqui no Traveleiros a gente tem premissas simples para esse ponto da viagem:

Gastando zero reais

Pesquise atrações gratuitas: Parece simples, né? Mais muita gente foca nas atrações pagas e esquece de lugares gratuitos como parques, museus e etc. Pergunte a um local o que ele indica e você pode descobrir uma experiência free que pode nem aparecer nas pesquisas. Por exemplo, a gente descobriu uma trilha no Rio de Janeiro que te deixa nas costas do Cristo Redentor e outra que você consegue subir o Morro da Urca e descer de bondinho, tudo na faixa!

Gastando pouco e economizando muito

Encontre um diferencial: A gente sabe que no fim existem atrações que é só pagando mesmo e aí a dica é tentar encontrar um diferencial na sua compra. Aqui não estamos falando apenas de descontos, estamos falando daquelas situações em que você garante um beneficio claro por desembolsar seu precioso dinheiro. Por exemplo, quando fomos pra Ilha Grande pela segunda vez nós queríamos ir pra praia de Lopes Mendes e estávamos muito cansados pra fazer a trilha, então fomos buscar um passeio de barco que nos deixasse lá. Descobrimos que o preço era tabelado em todas as agências que vendiam o passeio, mas depois de pesquisar bastante achamos uma que pelo valor padrão nos dava direito a uma caipirinha em um bar flutuante perto da praia. Sensacional! Outro exemplo foi em Arraial do Cabo onde também encontramos um passeio com preço tabelado, mas depois de muita pesquisa achamos uma agência que tinha o único barco com toboágua dali, foi muito mais divertido, É desse tipo de coisa que estamos falando!