Há poucos lugares no mundo onde é possível sentir de forma tão pura a força da natureza, visitar as Cataratas do Iguaçu traz essa sensação, e devemos ter orgulho de ter essa coisa linda atração em nosso país. Uma das 7 maravilhas naturais do mundo as Cataratas do Iguaçu é um conjunto formado por mais de 270 quedas d’agua no Rio Iguaçu, na fronteira entre Argentina e Brasil. Pessoas do mundo todo vem visitar esse lugar e nós podemos afirmar que com certeza vale muito a pena incluir no roteiro.

Visitando as Cataratas do Iguaçu: lado brasileiro

O parque nacional do Iguaçu fica há 20 minutos do centro de Foz do Iguaçu, chegamos um pouco mais tarde do que pretendíamos (porque na parte da manhã voltamos no Paraguai pra comprar mais haha) mas ainda assim conseguimos aproveitar bastante, recomendamos que comece o passeio cedo para aproveitar tudo o que ele oferece, sem pressa.

O parque é bem organizado, limpo e poderia servir de exemplo para muitas outras atrações no país. Você pode comprar seu ingresso na internet ou no local. Como fomos fora de temporada não tivemos problema pra comprar por lá, mas sabemos que em alta temporada costuma ter filas enormes então é sempre bom se programar. A entrada tem um preço justo e há desconto para brasileiros e moradores do Mercosul, nós pagamos R$ 36,00 por pessoa, você pode conferir o preço atual no site oficial: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/

Com ingresso em mãos é só aguardar seu horário para um dos ônibus que levam os visitantes até as quedas, o percurso não muito longo é feito em velocidade baixa e permite apreciar a vista, apesar de estar cheio o ônibus é bem legal, até coxinha de mais pra nós Traveleiros 😊

O trajeto tem várias paradas, como a Trilha do Poço Preto que possui 9km e pode ser feita a pé, de bike ou carretinha e a parada Macuco Safari que é a saída para quem escolhe fazer o passeio de barco do lado brasileiro, como esse não era o nosso plano descemos no ponto seguinte, a Parada Trilha das Cataratas, essa não é a última parada, ainda há a Estação Espaço Porto Canoas que te deixa bem próximo da Garganta do Diabo, mas é muito mais legal seguir pela trilha que acaba no mesmo lugar e te da um visão incrível pelo caminho. Logo no começo da trilha você já tem uma visão de tirar o folego, além das cataratas que começam a aparecer é possível ver o lado argentino e  os barquinhos dos passeios, é tanta água e tanta energia que não dá para explicar em palavras, tem que visitar pra entender!

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A trilha segue bem tranquila e com algumas paradas no seu menos de um quilometro de extensão, quando você menos espera já acabou e é possível Garganta do Diabo, mas não pense que é o fim, na verdade é aí que a aventura começa. Há uma passarela por cima do rio que te leva bem próximo das quedas. A força da água caindo traz muitos respingos, parece que está chovendo, muita gente coloca a capa de chuva para passar pela passarela, mas a gente recomenda que você deixe molhar e aproveite a experiência em todos os sentidos é uma conexão com a natureza que dificilmente você terá de outra forma.

Depois ainda é possível pegar o elevador pra ter uma outra perspectiva da paisagem, ficamos por ali até sermos literalmente expulsos pelo guardinha e valeu a pena pois apesar do parque fechar as 17h, conseguimos ver um pôr do sol de tirar o folego:

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Visitar as cataratas do Iguaçu do lado brasileiro foi realmente incrível e ficamos com um gostinho de quero mais, ainda bem que tinha o lado argentino no dia seguinte.

Visitando as Cataratas do Iguaçu: lado argentino

A rivalidade entre Brasil e Argentina não está somente no futebol, mas também na disputa de quem tem o parque mais bonito das Cataratas do Iguaçu. Nós Traveleiros damos esse título pros hermanos, mas se você é brasileiro e não quer dar o braço a torcer pode dizer que o lado argentino é mais bonito porque da pra ver o lado brasileiro.

Brincadeiras à parte, esse assunto realmente divide opiniões, tem que visitar os dois pra tomar um partido, mas além de beleza, nós também preferimos o estilo do parque vizinho. Enquanto o parque brasileiro é cheio de comodidades, como ônibus com ar-condicionado e elevador, o lado argentino é mais rústico e oferece mais liberdade e imersão na natureza, agradando mais quem gosta de mais aventura.

Diferente do parque brasileiro que fica a poucos minutos do centro de Foz do Iguaçu, visitar o parque argentino significa entrar em outro país então ao planejar seu dia lembre-se que passar na imigração pode demorar bastante, principalmente se houver filas de carros. Nós saímos cedo, mesmo assim chegamos no parque depois das 11h da manhã, o que foi um pouco corrido.

Também é necessário levar um dos documentos obrigatórios como RG ou passaporte, e se tiver de carro também precisará do seguro Carta Verde (que protege terceiros afetados por acidentes de trânsito durante a viagem). Para quem aluga o carro naquela região geralmente a própria locadora pode dar mais informações de como emitir o documento, como nós estávamos com carro próprio chequei com a minha seguradora e esse documento já estava incluso sem custo nenhum, só foi preciso achar um local pra imprimir (e sim, tem que ser papel verde mesmo, rs). Ao passar pela imigração não pediram a Carta Verde pra gente, mas é sempre bom evitar esse tipo de stress ao cruzar uma fronteira. Outro ponto importante é saber que o parque só aceita pesos argentinos e apesar de ter casas de câmbio por ali achamos melhor garantir e trocamos o dinheiro em Foz onde têm casa de câmbio até no supermercado.

O valor da entrada é um pouco mais caro mesmo com o preço diferenciado para cidadãos do Mercosul, custou 400 pesos (na conversão ficou em torno de 80 reais), e nós também fizemos o passeio de barco Aventura Nautica (o equivalente ao Macuco Safari no Brasil) que custou em torno de 550 pesos (mais ou menos 120 reais na conversão), como o preço do Macuco Safari era sozinho mais de 200 reais, achamos mais vantajoso fazer o passeio do lado argentino que ainda por cima é mais radical que o lado brasileiro. Você pode ver os todos os valores atualizados no site oficial: http://www.iguazuargentina.com/index.php

A Argentina possui 80% das Cataratas do Iguaçu, e por isso o parque é maior que o do Brasil e você terá muitas opções de passeios para fazer. O principal é a visita a Garganta do Diablo, o circuito superior, o circuito inferior e para nós o passeio de barco. Continua lendo que iremos falar um pouco de cada um e a nossa experiência também.

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Num barquinho em meio as cataratas e descobrindo o circuito inferior

Como chegamos mais tarde do que esperávamos fomos rapidamente tomar as providencias para fazer o passeio de barco, logo na entrada havia um quiosque onde foi possível obter mais informações e comprar os ingressos. Nós escolhemos fazer o passeio no lado argentino não só pelo preço, mas também porque nas pesquisas descobrimos que ele é mais radical e além de fazer o mesmo percurso do Macuco Safari, o Aventura Nautica passa por trechos onde os barcos brasileiros não passam, então vimos muita vantagem.

Diferente do Macuco Safari que o ônibus te deixa no ponto de inicio do passeio o Aventura Nautica inclui somente o passeio e você deve chegar ao local de embarque através das trilhas, o que não é nenhum sacrifício, mas pra quem preferir há uma opção chamada Gran Aventura Nautica que custa um pouco mais e inclui um ônibus que faz um passeio pela mata. Como aqui no Traveleiros o negócio é low cost fomos caminhando pela trilha Sendero Verde e começamos a apreciar o trajeto que já faz parte do circuito inferior. Como o próprio nome diz, esse circuito é o caminho por baixo onde você tem uma visão mais próxima das cataratas. A trilha é tranquila e bem demarcada e tem vários pontos para parar, descansar e admirar a vista de tirar o fôlego.

Mesmo com as paradas no caminho chegamos no local de embarque com tempo para pegar um bom lugar, ou seja, tivemos a chance de fica nas primeiras fileiras 😊. Antes de entrar no barco eles te dão o colete salva-vidas e um saco estanque para guardar suas coisas e evitar ficar com tudo ensopado, não é permitido entrar no barco sem sapato então a dica aqui é se puder leve um par reserva porque não é nada legal continuar andando pelo parque com sapatos ensopados e os seus com certeza ficarão porque molha muito!!! Não tínhamos ideia de como molhava e fomos surpreendidos (de forma boa).

O passeio começa bem tranquilo, o guia até da um momento para tirar fotos bem pertinho das quedas, depois ele avisa que é necessário guardar o que não deve molhar e a partir daí é aventura pura. O barquinho entra literalmente embaixo das quedas, óbvio que não dentro da Garganta do Diablo, mas ainda assim é muuuuita água e muita força, dá uma olhada:

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Quando você acha que está acabando ele para mais um pouco pra fotos e te leva de novo pra dentro de outra queda. Gente tô tentando traduzir em palavras, mas não dá, é muita emoção e só fazendo passeio pra entender:

Saindo do passeio vimos que haviam uns barquinhos fazendo a travessia para a Ilha de San Martín, esse passeio está incluso no valor da entrada do parque e só acontece quando o nível do rio está baixo, infelizmente o nível do rio já estava aumentando naquele dia e não conseguimos fazer a travessia, mas se você puder tente fazer porque parecia ser bem legal.

Continuamos pelo circuito inferior e além das lindas quedas e pequenas cachoeiras, também vimos vários macaquinhos e pássaros pelo caminho, coisa linda.

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Depois fomos para a estação de onde sai um trenzinho que leva até a famosa Garganta do Diablo, diferente do Brasil que os ônibus saem em pequenos intervalos, o trenzinho sai de meia e meia hora e é preciso ficar em uma fila bem grande para conseguir embarcar. O percurso é bem bonito e tranquilo com muitos macaquinhos pelo caminho. Chegando na estação é preciso atravessar uma passarela de cerca de 1100 metros para chegar na Garganta e daí o passeio já vale muito a pena pois ela passa por cima do rio e o visual é incrível.

Conforme vamos nos aproximando da queda o barulho da força da água vai aumentando e é de arrepiar. Um dos motivos que nos faz preferir o lado argentino é a proximidade que é possível chegar da Garganta do Diablo, é uma visão inesquecível. Nesse ponto também é possível ver o lado brasileiro, quer dizer, mais ou menos pois a força da água é tanta que fica uma nevoa no ar, deixando o outro lado meio nebuloso e dando oportunidade para vários mini arco-íris se formar.

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Apesar de ter bastante gente querendo um pedacinho da vista, com paciência e jeitinho da pra aproveitar bastante, tanto que o tempo foi passando e quando vimos estávamos sendo expulsos pelo guardinha (sim, novamente!) O hermano não ficou tão feliz com nossa lerdeza para sair dali e se incomodou bastante com as nossas paradas para fotos na saída.

Por causa do passeio de barco nosso tempo no parque ficou corrido, por esse motivo infelizmente não conseguimos conhecer o circuito superior que da uma visão mais de cima das quedas. O bom é que temos uma desculpa pra voltar, mas por esse motivo recomendamos 2 dias para o parque argentino, assim não tem erro e dá pra conhecer tudo com tranquilidade e ainda apor cima o ingresso pro dia seguinte sai com 50% de desconto.


Veredito final

Com a visita dos dois parques ficou difícil escolher um favorito, mas o lado argentino ganhou nosso coração, não somente por ser maior mas pela variedade de trilhas, proximidade das quedas e experiência no geral. De qualquer forma não recomendamos de jeito nenhum que você visite apenas esse parque, o lado brasileiro é incrível também e uma maravilha da natureza como as Cataratas do Iguaçu merece uma experiência completa, o que só possível com a visita dos dois lados.


Dicas Traveleiros

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